Trabalho na Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. Dia desses desci na cantina para fazer uma boquinha e enquanto escolhia uma dentre as centenas de opções (mentira, tinham duas ou três, rs) reparei que no balcão havia dezenas daqueles papeizinhos de propaganda (daqueles de salão de beleza; de empréstimo para funcionários públicos; …) e um me chamou a atenção.

Dizia o título: “DEFENDA-SE”

Peguei um.

Era uma propaganda de aparelho de choque para defesa pessoal. Custo: R$79,90.

Pensei na legalidade do produto.

Não achei nenhuma lei ou proibição ao uso desse dispositivo. Vi apenas que a arma de choque tipo Taser (arma que dispara dardos eletrificados), essa sim não pode ser comercializada/utilizada/manuseada por civis.

Dependendo de quem ache o folhetinho promocional, o título “DEFENDA-SE” pode ser lido como “ATAQUE!”

Imaginem se assaltantes e trombadinhas começarem a utilizar-se desse ardil? Seremos alvos ainda mais fáceis.

Daqui a pouco vira moda.            

 Nas letras miúdas lê-se:
Recomenda muito cuidado com a utilização deste equipamento. Não nos responsabilizamos por danos causados por sua má utilização. Mantenha-o longe do alcance de criaças e locais úmidos. Não permitido para menores de 18 anos. Não aplique choque em pessoas portadoras de doença cardiovasculares ou cerebrais, bem como em pessoas portadoras de hipertensão. Este equipamento emite rajadas de eletricidade, que dependendo de sua intensidade, podem causar contração muscular, confusão mental, desorientação, perda de equilíbrio e/ou levar o receptor ao chão. Registro do Produto no Órgão Responsável: Ministério do Exército/ Of. 0300 – DFPC – Produto não controlado / Ofício nº. 490 – SPFC 2.

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