Vejam que interessante:

“Em elucidativo artigo publicado por Gilberto Luiz do Amaral (e outros), pudemos extrair curiosas estatísticas sobre a carga tributária brasileira, que reputamos merecedoras de registro neste trabalho: os autores evidenciam que a carga tributária sobre renda, consumo e patrimônio já consome 148 dias de trabalho do brasileiro, ou seja, 4 meses e 27 dias. Assim, em 2008, o brasileiro trabalhou de 1º de janeiro a 27 de maio com o exclusivo propósito de pagar tributos (impostos, taxas e contribuições) exigidos pelo governo federal, estadual, distrital e municipal. Comparativamente, prosseguem os autores, enquanto nas décadas de 70 e 80, o cidadão brasileiro trabalhava 76 e 77 dias ao ano, respectivamente, para arcar com o ônus tributário, na década de 90, o número subiu para 102 dias ao ano.  Após o ano 2000, o brasileiro dispôs de 121 dias de seu ano para pagamento de tributos; em 2005, de 140 dias; e, em 2008, de 148 dias. Portanto, hoje se trabalha o dobro do que se trabalhava na década de 70 para arcar com nossa dívida tributária. Por fim, os autores registram que países como a Suécia e França apresentam, curiosamente, números mais expressivos, (o cidadão sueco trabalha 185 dias ao ano para pagar tributos; o cidadão francês, 149 dias), porém, é cediço que, em tais países, o cidadão desfruta de uma efetiva contraprestação estatal quanto aos serviços públicos de qualidade que venham a ser prestados.” (Manual de Direito Tributário, Eduardo Sabbag, 3ª edição, Editora Saraiva, pág.181)

E sempre vem à tona a tal da “contraprestação estatal”. A nossa, que por sinal, é de primeira, certo?

Anúncios